2021 chegou. O que tens de teu para entregar a ele?

Eis que nasce um novo ano. E com ele esperanças, planos e pedidos.

Embora saibamos que tão somente o tempo cronológico não determina finais de ciclos, tampouco recomeços, verdade é que em todo 01 de janeiro os corações se enchem de fé, com renovadas energias para enfrentamento dos desafios que a vida nos oferece, por amor - estejamos nós em qualquer etapa dos nossos ciclos existenciais… E então surgem pedidos de todos os matizes:


* Que neste ano eu tenha saúde!

* Em 2021 pretendo mudar de profissão…

* Neste ano quero largar este vício!

* Certamente estarei mais com meus familiares.

* Oxalá eu possa fazer a viagem dos sonhos!


e por aí vai…


Somos rápidos nos pedidos, nos desejos, nos planos…




Em verdade não vejo mal nisso. Ao contrário, é muito bom que tenhamos em mente nossos sonhos com boas pitadas de fé. Mas será que apenas isto bastará?




Não passa muito tempo (talvez até mesmo antes do carnaval) e já vemos uma legião de pessoas lamentando a vida que levam, tomadas por um desânimo impressionante!


Neste período do ano sempre me lembro de uma passagem dos evangelhos (em Mateus 14:13-21, Marcos 6:31-44, Lucas 9:10-17 e João 6:5-15) que me encanta, desde menina - o da multiplicação dos pães e peixes, na pacata vila de Betsaida, ao norte do Lago Knéret (Mar da Galiléia), em Israel. Não por seu caráter miraculoso, mas sim pelo símbolo que nela se encerra.


Contam os evangelistas que Jesus, após a morte de seu primo, João Batista, recolhera-se àquela vila, para meditar. Porém, pouco tempo depois, já estavam com ele muitas pessoas, em busca de alívio para suas angústias, cura de seus males, confortos diversos. E o Mestre, como sempre fazia, acolheu a todos, curando os enfermos, ensinando-lhes sobre O Reino.


No final daquele dia, a multidão ali permanecia, provavelmente com fome. Então, um de seus discípulos se aproximou e sugeriu: “Despede a turba para que, indo às aldeias e campos ao redor, se hospedem e encontrem alimento, porque aqui estamos em um lugar deserto” (Lucas, 9:12). E Jesus, como sempre aproveitando a oportunidade para mais uma linda (e importante) lição, discordou dos amigos, perguntando quais alimentos possuíam, ao que disseram: “Temos aqui cinco pães e dois peixes, Senhor..”



Tomando estes alimentos - dizem os evangelistas - o Mestre olhou para o céu, abençoou-os e os multiplicou, a ponto de alimentar as 5000 pessoas que ali estavam com sobra de 12 cestos de vime. (Lucas, 9:17)


Dá o que pensar!


Por certo, estando em frente a um grande lago, com muitos peixes, poderia Jesus ter feito essa multiplicação sem nenhuma ajuda dos seus discípulos. Entretanto, não foi o que fez. Voltando-se aos amigos, perguntou a eles o que poderiam dar de si. Só depois multiplicou e saciou a fome de muitos.


Parece ser esta a estratégia da Vida para conosco. Ela multiplica nossas bençãos, nos impulsiona ao crescimento, traz abundância, por certo. Entretanto, nos aguarda a boa vontade no fazer, que entreguemos de nós poucos peixes e pães do trabalho constante no bem. Não será preciso uma vida de sacrifícios, de sofrimentos, claro! Porém, que entreguemos nosso perfume, nossos talentos, nossos dons ao mundo, buscando atuar de maneira positiva, amorosa, útil. Que construamos ao menos um espaço de paz interior a fim de recebermos as múltiplas bençãos de Deus.


Se já usamos a nossa caneta e papel para listar os desejos e planos para 2021, talvez fosse importante também listar (ao lado de cada item) o que entregaremos de nosso ao mundo.

O que faremos para que cada sonho aconteça. Isso sem esquecer de que, a Vida é soberanamente justa e amorosa e que, se algo não for bom para nós, neste momento, não se realizará. Simples assim. E que bom que é assim!


Se seguirmos essa matemática sagrada, os resultados sempre serão bons…


Confiança, entrega, gratidão e humildade. Se estes quatro elementos entrarem na equação, certamente os resultados serão os melhores.


Assim falava Jesus…

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